sexta-feira, 15 de agosto de 2008

8º dia: Cuenca

Hoje o dia foi fixe, fomos visitar Cuenca.
Vila bastante antiga, com uma muralha do século XIII, portas de entrada na cidade antigas também, e uma igreja em cada esquina dedicada a um Santo. E claro, por cada igreja de 1 a 3 euros para se poder visitar. Já me começo a sentir um bocado roubada e por isso deixei de ir visitar igrejas. Chateia estar sempre a largar dinheiro sempre que se quer olhar para mais umas paredes e uns arcos abobadados com altares de talha dourada. Quando se paga por tudo e mais alguma coisa já começo a achar que são todas iguais ou semelhantes, e isto dito por mim, que estudei história de arte é um bocado mau. Mas tenho a sensação que me estão sempre a ir aos bolsos e não gosto!

Muralha, século XIII

A Catedral

As habitações já são bastante diferentes de Segovia e Toledo, têm imensas cores que me fazem lembrar o estilo pombalino

Convento das Carmelitas, século XVII

Cuenca também fica na rota de Don Quixote e Sancho Panza. Tem imensos recuerdos que têm a ver com as histórias dessas duas personagens mas não se compara nem de perto nem de longe com Toledo.

Para mim, a coisa mais fantástica desta cidade são as casas colgadas, ou seja, são casas contruídas à beira do precipício em que as varandas, de madeira, ficam em cima dele.

Algumas das casas colgadas, século XIV

Apesar do calor que se fez sentir, foi o dia mais fresco até agora. 30 e tal graus a palmilhar de trás pa frente toda a vila a ver monumentos deu-me um enjoo.. andei o tempo quase todo com vontade de vomitar, só me safou andar a beber água que assim lá ia passando o enjoo.

Os meus pais arranjaram um panfleto sobre as cidades dos arredores de Madrid em que falava de Cuenca. Engraçado foi estarmos à espera de encontrar lá um bairro recuperado, que agora era frequentado principalmente por gays e lésbicas, com vendedores ambulantes de comidas exóticas, com bares homo e lojas género sex-shop e mais umas coisas extravagantes. Só quando, numa esplanada e depois de termos revirado Cuenca de uma ponta a outra é que eles, ao mostrarem o panfleto ao senhor do café, perceberam, quando ele lhes chamou à atenção, que esse bairro estranho fica em Madrid! Eu estava curiosa e olha.. pimba. Balde de água fria..

Sem comentários: