sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Situações e questões

Hoje tive reunião de professores novamente.
Nada de especial, falámos das picardias que há entre algumas pessoas (isto é lindo, muda-se o emprego mas há problemas que se mantêm!), da falta de comunicação entre entidade empregadora e professores, etc etc etc, enfim, as imperfeições de sempre.

Estou a gostar imenso de dar as aulas embora haja dias em que saio da escola completamente de rastos. Tenho turmas que meu Deus, parece que acordam doidos. E não é de estranhar, há com cada família mais desestruturada que não sei o que possa fazer para ajudar aquelas crianças.

Por exemplo, tenho um aluno, que cujo pai assassinou uma mulher e violou uma rapariga, que agora está fora da prisão (revolta-me como é que um gajo em poucos anos está cá fora depois de ter feito estas duas barbaridades) e agora anda atrás dos filhos e da mulher ou ex-mulher, para os matar. E a polícia não faz nada porque só pode actuar perante o desenvolvimento da situação, ou seja, se ele for apanhado a fazer mal a alguém é preso, até lá, esqueçam. O que pode esta familia fazer é fugir do pai.

Tenho mais uma meia dúzia de hiper-activos (no mínimo) mas um deles destaca-se bem pois a família recusa-se a dar-lhe a medicação! Acham demasiado violento.. demasiado violento acho eu que fica a criatura quando começa ao soco aos colegas, ou quando lhes esconde as mochilas ou os casacos, ou quando tem de ser posto na rua porque ninguém consegue dar aquela aula, ou quando tenta bater aos professores. Pois, isso aqueles paizinhos não lhes interessa!

Tal como as novas ordens do ministério: o professor não pode tocar na criança, nem num fio de cabelo, mas podemos ser violados na sala de aula que não há problema de maior. São os desiquilíbrios a que nos habituaram.

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