Vivo uma tempestade.
A vida corre-me bastante ao contrário do que eu desejei para mim. Algumas coisas não, outras sim, mas é com toda a certeza um período de transformação, de renovação, de repensar tudo o que se passa comigo, dentro de mim, à minha volta. E o caminho que quero seguir, se é este, ou se é aquele, se estou a ir para onde quero, ou se devo mudar de direção.
Ainda estou confusa.
Ainda estrou frágil.
Desde Novembro que tenho andado doente. Ou gripe, ou infeção nos pulmões ou simplesmente fraqueza. Não sei, sei que o que tenho começou quando acabou. E parece-me que vai continuar frágil e tremida, até conseguir resolver tudo no meu coração.
Desta vez estou a tomar antibiótico para a bronquite e 3 medicamentos S.O.S. para a falta de ar, receitado pela médica particular. A médica do Centro de Saúde, olhou para o meu raio-x aos pulmões e disse que o que eu tenho e estes meses todos em que tenho estado doente "são um produto da minha cabeça, é psicológico, logo tem de tomar um anti depressivo".
Claro que, sentia-me cada vez pior, voltei a ter febre e tosse e tomei a decisão (tardia) de ir então à minha médica particular. 60 euros mais pobre, finalmente tive uma conclusão para este mal estar de há 4 meses. E levei o mesmo raio-x, ao qual me disse "nota-se perfeitamente que tem uma infeção: está cheio de expectoração".
Penso que não seja preciso tecer qualquer tipo de comentário acerca das diferenças de tratamento de cada uma delas e do funcionamento de cada um dos serviços.
Seja como for, é "só mais uma" irritação, frustração, sensação de impotência que tenho experienciado nos últimos meses com intensidade.
Se preciso de dinheiro para pagar a faculdade tenho que trabalhar imensas horas, se trabalho imensas horas, não tenho tempo suficiente para conseguir estudar e trabalhar para o mestrado, e fico com cadeiras para trás. A sério, não era esta vida que eu imaginava para mim.
Grande parte da atenção e dedicação e de empenho em que tenho concentrado as minhas energias é nos trabalhos que tenho, e se algum ou ambos não correrem da melhor forma, é toda essa percentagem de dedicação na minha vida que está a falhar e a frustrar-me. Que é o que acontece na escola de Cascais. Trabalho lá a 40% mas é-me exigido funções de quem está lá a 80%. Ainda pra mais, detesto aquela gente! São arrogantes, falsos, fazem porcaria por trás.. Eu só queria ensinar, ajudar, e melhorar a vida de alguém, nunca pensei que o preço a pagar fosse o meu bem estar e a minha sanidade mental.
É o último ano em que trabalho nas AEC. Estou FARTA de ser desconsiderada, de estar na cauda da educação, de ser tratada como uma babysitter para umas coisas, mas para a parte pedagógica em que tenho que entregar os projectos com a planificação, programação, pedagogias, e tudo mais, aí já sou professora, porque lhes dá jeito! PUTA QUE OS PARIU, como estou farta desta gente.
Agora, até a merda da sala onde trabalho (eu, os professores de apoio, o professor de religião e moral, e mais quem lhe apetece aparecer lá), agora eu é que sou a responsável pela sala, pela sua organização e arrumação. A sério, estou pelos cabelos com aquelas pessoas. A sala é a maior puta da escola, todos fazem o que querem e lhes apetece da sala, e depois eu é que isto, eu é que aquilo. Desarrumam, desaparece-me material, mexem-me na posição dos móveis, partem ou estragam coisas.. e eu sou responsável pela sala das 9h às 17h30 quando eu apenas estou na escola e na sala das 15h30 às 17h30.
A anormal da coordenadora do agrupamento, que é a maior cabra que anda ali, que é sedenta de poder, que tem necessidade em mostrar que ela é que manda, tirou fotografias à sala quando esta estava desarrumada. E a cabra nem me deixou explicar o porquê! Ora, se o trabalho que tem andado a ser feito tem que desarrumar a sala, se eu não vou fazer horas extra para arrumar além das horas que já andava a fazer, é estúpida não? Já não se lembra como é dar aulas, e a dificuldade que é começar uma aula que dura apenas 45 minutos, e dela fazer 30 por uma linha! Que ódio!
Controlar o comportamento deles, mais o início de aula que é sempre atribulado e demoram alguns minutos a acalmar e a calarem-se para que eu explique aos 25 o que vamos fazer. Depois de finalmente conseguir explicar, deistribui-se o material, e começa-se o trabalho, e lá tenho eu que repetir mais umas 50 vezes o que disse antes. CANSA! Cansa tentar fazer projectos decentes em 45 minutos que apenas 20 é que acabam por ser o que se aproveita dali.
Estou frustrada.
Queria ir dar aulas para um PALOP mas enquanto não acabar o mestrado essa hipótese fica longe no horizonte. E neste momento, estou tão desiludida com as pessoas, com a vida, com o trabalho, com tudo, que a minha vontade é agarrar em mim e desaparecer. Ir para outro país, ir embora daqui para um lado onde ninguém me conhecesse, nem levasse telemóvel nem tivesse acesso à net nada.
Um corte radical com o mundo sensorial de quem me rodeia.
Estou triste, e hoje sem dúvida, está a ser um dia difícil para mim.
Quando é que este pesadelo acaba?
A vida corre-me bastante ao contrário do que eu desejei para mim. Algumas coisas não, outras sim, mas é com toda a certeza um período de transformação, de renovação, de repensar tudo o que se passa comigo, dentro de mim, à minha volta. E o caminho que quero seguir, se é este, ou se é aquele, se estou a ir para onde quero, ou se devo mudar de direção.
Ainda estou confusa.
Ainda estrou frágil.
Desde Novembro que tenho andado doente. Ou gripe, ou infeção nos pulmões ou simplesmente fraqueza. Não sei, sei que o que tenho começou quando acabou. E parece-me que vai continuar frágil e tremida, até conseguir resolver tudo no meu coração.
Desta vez estou a tomar antibiótico para a bronquite e 3 medicamentos S.O.S. para a falta de ar, receitado pela médica particular. A médica do Centro de Saúde, olhou para o meu raio-x aos pulmões e disse que o que eu tenho e estes meses todos em que tenho estado doente "são um produto da minha cabeça, é psicológico, logo tem de tomar um anti depressivo".
Claro que, sentia-me cada vez pior, voltei a ter febre e tosse e tomei a decisão (tardia) de ir então à minha médica particular. 60 euros mais pobre, finalmente tive uma conclusão para este mal estar de há 4 meses. E levei o mesmo raio-x, ao qual me disse "nota-se perfeitamente que tem uma infeção: está cheio de expectoração".
Penso que não seja preciso tecer qualquer tipo de comentário acerca das diferenças de tratamento de cada uma delas e do funcionamento de cada um dos serviços.
Seja como for, é "só mais uma" irritação, frustração, sensação de impotência que tenho experienciado nos últimos meses com intensidade.
Se preciso de dinheiro para pagar a faculdade tenho que trabalhar imensas horas, se trabalho imensas horas, não tenho tempo suficiente para conseguir estudar e trabalhar para o mestrado, e fico com cadeiras para trás. A sério, não era esta vida que eu imaginava para mim.
Grande parte da atenção e dedicação e de empenho em que tenho concentrado as minhas energias é nos trabalhos que tenho, e se algum ou ambos não correrem da melhor forma, é toda essa percentagem de dedicação na minha vida que está a falhar e a frustrar-me. Que é o que acontece na escola de Cascais. Trabalho lá a 40% mas é-me exigido funções de quem está lá a 80%. Ainda pra mais, detesto aquela gente! São arrogantes, falsos, fazem porcaria por trás.. Eu só queria ensinar, ajudar, e melhorar a vida de alguém, nunca pensei que o preço a pagar fosse o meu bem estar e a minha sanidade mental.
É o último ano em que trabalho nas AEC. Estou FARTA de ser desconsiderada, de estar na cauda da educação, de ser tratada como uma babysitter para umas coisas, mas para a parte pedagógica em que tenho que entregar os projectos com a planificação, programação, pedagogias, e tudo mais, aí já sou professora, porque lhes dá jeito! PUTA QUE OS PARIU, como estou farta desta gente.
Agora, até a merda da sala onde trabalho (eu, os professores de apoio, o professor de religião e moral, e mais quem lhe apetece aparecer lá), agora eu é que sou a responsável pela sala, pela sua organização e arrumação. A sério, estou pelos cabelos com aquelas pessoas. A sala é a maior puta da escola, todos fazem o que querem e lhes apetece da sala, e depois eu é que isto, eu é que aquilo. Desarrumam, desaparece-me material, mexem-me na posição dos móveis, partem ou estragam coisas.. e eu sou responsável pela sala das 9h às 17h30 quando eu apenas estou na escola e na sala das 15h30 às 17h30.
A anormal da coordenadora do agrupamento, que é a maior cabra que anda ali, que é sedenta de poder, que tem necessidade em mostrar que ela é que manda, tirou fotografias à sala quando esta estava desarrumada. E a cabra nem me deixou explicar o porquê! Ora, se o trabalho que tem andado a ser feito tem que desarrumar a sala, se eu não vou fazer horas extra para arrumar além das horas que já andava a fazer, é estúpida não? Já não se lembra como é dar aulas, e a dificuldade que é começar uma aula que dura apenas 45 minutos, e dela fazer 30 por uma linha! Que ódio!
Controlar o comportamento deles, mais o início de aula que é sempre atribulado e demoram alguns minutos a acalmar e a calarem-se para que eu explique aos 25 o que vamos fazer. Depois de finalmente conseguir explicar, deistribui-se o material, e começa-se o trabalho, e lá tenho eu que repetir mais umas 50 vezes o que disse antes. CANSA! Cansa tentar fazer projectos decentes em 45 minutos que apenas 20 é que acabam por ser o que se aproveita dali.
Estou frustrada.
Queria ir dar aulas para um PALOP mas enquanto não acabar o mestrado essa hipótese fica longe no horizonte. E neste momento, estou tão desiludida com as pessoas, com a vida, com o trabalho, com tudo, que a minha vontade é agarrar em mim e desaparecer. Ir para outro país, ir embora daqui para um lado onde ninguém me conhecesse, nem levasse telemóvel nem tivesse acesso à net nada.
Um corte radical com o mundo sensorial de quem me rodeia.
Estou triste, e hoje sem dúvida, está a ser um dia difícil para mim.
Quando é que este pesadelo acaba?
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