quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Medos, vontades, certezas e outras coisas.

E não é que ela tinha razão?

Estou há 5 meses com uma pessoa que me faz quase feliz. Quase feliz por um a simples razão, chateamo-nos demasiado e ainda há muitas arestas para limar.

E é com algum receio que estou a escrever o que escrevo, pela primeira vez na vida, não tenho medo de engravidar de alguém.

Vamos a ver.. acabei todos os meus relacionamentos com os meus ex-namorados da mesma maneira: quando apanhava um "susto", fosse fictício, fosse real, quando me enervava e o período atrasava (mesmo sem qualquer risco corrido), quando acontecia algo assim (como um problema mais grave ou alguma dificuldade), eu acabava com a pessoa com quem tinha o relacionamento. E porquê? Porque até agora, sempre que tive um vislumbre de futuro com algum deles, senti com toda a clareza e transparência, que não era de todo aquele o homem com quem queria ter um filho. Com quem queria partilhar uma vida, um relacionamento, memórias, momentos, felicidades, dificuldades. Zerinhos. Quando via ou me imaginava dali a um, dois, 5 anos com uma criança e com "aquele" pai, senti sempre, que não era de todo o que eu queria na vida. Jamais!

E agora.. espero ter acertado. Espero realmente que com esta pessoa com que estou actualmente, que seja o "tal". Não é uma Lama gémea (graças a Deus!), mas poderá ser uma alma gémea construída. É alguém com quem sei que posso crescer, evoluir, sem mágoas, sem cicatrizes, "with a fresh new start". Alguém em quem confio, alguém que me faz sentir a Raínha do seu reino. Alguém que facilmente poderei amar, se me escolher também, para companheira e mãe dos seus filhos. Com ele vejo-me a ter uma família. Pela primeira vez na vida, vejo-me ao lado de alguém, e não tenho medo de ter filhos. Sentir-me-ia a mulher mais sortuda na vida se me escolher. Admiro-o, tenho orgulho nele, é um homem com ambições e valores idênticos e compatíveis com os meus. Não é cobarde, é muito corajoso, responsável e um pouco louco. Tem que ter alguma loucura dentro dele para me querer. É alguém que eu apresentaria aos meus pais, que eu viveria junto, que eu partilharia a minha cama até ser velhinha e não ter mais dias nesta vida.

Vamos aguardar para ver.. sou insegura tantas vezes, e facilmente a minha confiança é abalada. Sou influenciada por ela. Sei que comigo ele se sente inseguro também. Não inseguro em quem é, mas inseguro, penso eu, por não me querer perder, especialmente para outro homem ou por uma razão estúpida. E ciumento. E eu adoro que ele seja ciumento. Sei que olha para mim e vê um futuro. Vê alguém com quem pode partilhar uma vida. Mas não sei se está decidido a fazê-lo comigo.

Estamos chateados novamente. E eu nunca sei, se conseguimos resolver a zanga, se vai acabar, se o que vai acontecer. Tenho medos, e um deles é de o perder, de que ele não queira ficar comigo, de que conheça outra pessoa.. são tantos, são muitos, são assustadores. Mas a vida também me ensinou até agora, não morri de coração partido nem será essa a minha fatalidade. Estou bem mais protegida do que alguma vez estive, sei bem o que quero, tenho objectivos de vida, anseios, paixões, necessidades. Se ele quiser, preenche-me todas. Se ele quiser, preencho todas as dele. Se ele quiser, terá uma mulher, fora de série, a partilhar a vida com ele, o futuro com ele. Se ele quiser, será o primeiro e o único homem com quem me consigo ver num futuro, com quem quero criar família, com quem quero morar, com quem, orgulhosamente, poderei dizer um dia: "este é o meu homem, o homem que escolhi para companheiro, melhor amigo, marido, pai dos meus filhos". Se ele quiser, serei feliz ao seu lado.

Não pressiono (muito), não me aborreço quando ele quer ir sair com os amigos, ir para os copos, ficar no computador a jogar, não me aborreço quando quer ir ver os jogos do Sporting com a Juveleo (e sou benfiquista!). Dou-lhe toda a liberdade, nem o chateio com as vontades dele fazer o que quer. Conheço tantas mulheres que são possessivas e castradoras, nazis da liberdade masculina. Sou contra, também gosto de ir acampar com os meus amigos, também gosto de sair com eles, também quero a minha liberdade. 

Falta-me pouco, falta-me que esta relação seja assumida, que ele perca o medo do compromisso. Falta-me que ele me ponha numa posição mais prioritária na vida dele (embora o diga que sou), não o sinto por atitudes. Falta-me passar mais tempo com ele, vivermos momentos juntos. Falta-me passar para o nível seguinte. Falta-me ouvir da boca dele, que eu sou a mulher com quem ele quer ficar. Falta-me ouvir da boca dele a vontade de querer um compromisso comigo. Falta-me ouvir da boca dele que quer que vá morar com ele. Falta-me mais segurança e mais confiança nesta relação. Falta-me passar ouvi-lo dizer que me quer por perto, mais vezes, mais tempo.

Falta-me ser mais confiante e perder medos.

Vamos ver se avançamos, ou se ficamos para trás, no campo dos mortos de uma tal de guerra de corações.

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