Vamos imaginar a situação desta sociedade:Dez casais entram numa sala convidados de um casal da mesma aldeia, vizinhos e amigos. Cada casal entra junto, mas o homem entra primeiro, a mulher descalça os sapatos. Depois de todos sentados em roda, em que os homens estão sentados em cadeiras e as mulheres no chão, a anfitriã oferece de comer e de beber a todos. Começa pelo seu marido, oferece-lhe alimento em que o serve à boca para que este não toque na comida com as mãos. A mesma mulher oferece da mesma forma aos outros homens presentes o alimento sempre de modo a que eles não toquem na comida. Depois de todos os homens comerem é a vez das mulheres, mas neste caso em vez de ela lhes dar à boca, dá-lhes para a mão e elas alimentam-se sozinhas.
Nos campos de cultivo quem trabalha são as mulheres, os homens não podem tocar na terra, não a podem trabalhar. Nesta ilha, os homens são sempre os primeiros a serem servidos, são os primeiros a entrar em casa, os primeiros a sair, os primeiros a sentar..
Antes de as feministas que estão a ler este blog começarem a sentir-se irritadas e revoltadas com a situação, semelhante ao que o mundo ocidental bem conhece nos países árabes e não só, devo dizer-lhes que nesta Ilha, tudo é diferente. Mas como?
Na Ilha de Albatroz as mulheres são vistas de uma forma completamente diferente dos países árabes. Aqui a mulher é quase considerada uma deusa. Sé a mulher pode tocar na terra porque é considerada pura pela sua fertilidade (o ser ela quem dá os filhos ao mundo). A mulher toca na comida e na água e o homem não. O homem não toca por ser considerado impuro, e é o primeiro a comer como forma de protecção à mulher: se o alimento estiver envenenado ou estragado, é o homem que o come primeiro como que para testar a qualidade, de forma a que nenhuma mulher adoeça ou morra em consequência.
Qual é a perspectiva agora?
Engraçado é que de certa forma esta história me fazer lembrar a Vénus Esteatopígia. (um dia falo sobre este assunto).
Sem comentários:
Enviar um comentário