Há coisas que me revoltam. Mexem nas entranhas do meu ser e dão-me náuseas.
Se há coisa que detesto, são as diferenças de género. Concordo que o homem e a mulher são seres diferentes, com formas distintas de pensamento e lógica, com capacidades e aptidões singulares. Não concordo é que a nível de direitos humanos e sociais que haja uma espécie de xenofobia implícita, aceite por todas as pessoas como forma de vida. Ou então sou eu que estou deslocada socialmente. Coisas como as mulheres na cozinha, ou na limpeza ou a trabalhar para os outros de forma servil, e os homens sentados no seu reinado de sofá a ver televisão. Que é um bocado o que acontece na casa onde vivo. Eu, como mulher, tenho obrigação, de ter uma atitude diferente em relação à arrumação e à limpeza (e mais uma lista infindável de coisas), comparada com os homens cá de casa.
E esta é a base de todos os problemas que eu tenho com a minha mãe. Enquanto ela acha normal o meu irmão ir jogar à bola, ou o meu pai ir para o café, eu, tenho de ficar a fazer recadinhos. Que me irritam profundamente. Não me chateava absolutamente em nada ir fazê-los, isto se, sentisse que somos todos tratados pelas mesmas regras. Mas, a partir do momento em que sinto estas diferenças tenho que me impôr. E claro, ganhei uma aversão a tudo o que está implicado nesta guerra. Ou não seria uma guerra desde os meus 10-12 anos. Lembro-me bem de com essa idade ter uma lista de tarefas de 10-15 coisas para fazer enquanto a minha mãe estava fora. Ai de mim, se quando ela voltasse algum dos ítens não tivesse sido cumprido ou que não tivesse sido feito da forma exacta à que ela desejava. E nem um obrigado ouvi. Sim, porque, era mais do que a minha obrigação. Mas no entanto, com o meu irmão, se ele fizesse uma das tarefas da lista já era um menino muito lindo porque tinha feito aquilo.
Atenção, eu adoro o meu irmão e não o estou a criticar, e sei que ele não tem culpa nenhuma disto. Afinal, não foi ele que ditou as regras.
Neste momento, sinto uma revolta, como se fosse novamente adolescente. Porque ela ordena-me para fazer determinada coisa, mas só o faz comigo, com os dois outros homens pede se faz favor. Mas tipo, QUE MERDA É ESTA?, estou tão farta, mas tão farta, que sei que só me vou livrar desta diferença diária quando tiver a minha casa. Eu sei que ela não faz de propósito, eu sei que ela não tem a mínima noção da diferença que faz, sei disso porque já lhe disse e ela ficou ofendida comigo. E pior, o argumento preferido e mais usado é: "Tens ciúmes do teu irmão". Mas ciúmes do quê?? Só se for de ele fazer xixi de pé, que eu até curtia, nas casas-de-banho públicas dava-me imenso jeito! A sério, não dá para conversar com uma pessoa assim, que só vê e só ouve o que lhe interessa. Sinto-me ignorada e incompreendida.
Aversão, é o que tenho, uma grandessíssima de uma aversão a oda esta história e a todas as tarefas que a envolve. É que nem tenho já a capacidade de ouvir e calar para não haver qualquer tipo de discussão. Não dá, não aguento, é-me impossível não dizer o que penso. E óbvio, a discussão está traçada. Fico cansada, não gosto, não quero, e não sou capaz de continuar a gerir esta quantidade de emoções e revolta que sinto em relação a estas merdinhas. Tira-me do sério. Eu que não sou de ligar a mesquinhices, isto adoece-me a alma. Até porque ando a trabalhar que nem um animal, a dormir 4h por noite para conseguir fazer tudo, e o pouco tempo que tenho para organizar o meu trabalho, as minhas coisas, a minha vida, para durante a semana não ser tão difícil, tenho de o andar a mendigar e a discutir por causa destas merdas! Mas eu tenho culpa que a vida dos outros corra mal? Não sou saco de pancada. E depois acabo por não conseguir fazer nada com a camada de nervos com que fico.
Sinto que a minha capacidade de engolir sapos diminuiu drasticamente. Ou os sapos aumentaram de tamanho, ou a minha garganta estreitou, ou simplesmentes, esgotei a capacidade que tinha de o fazer.
Como disse anteriormente, há coisas que me revoltam. Mexem nas entranhas do meu ser e dão-me náuseas.
Se há coisa que detesto, são as diferenças de género. Concordo que o homem e a mulher são seres diferentes, com formas distintas de pensamento e lógica, com capacidades e aptidões singulares. Não concordo é que a nível de direitos humanos e sociais que haja uma espécie de xenofobia implícita, aceite por todas as pessoas como forma de vida. Ou então sou eu que estou deslocada socialmente. Coisas como as mulheres na cozinha, ou na limpeza ou a trabalhar para os outros de forma servil, e os homens sentados no seu reinado de sofá a ver televisão. Que é um bocado o que acontece na casa onde vivo. Eu, como mulher, tenho obrigação, de ter uma atitude diferente em relação à arrumação e à limpeza (e mais uma lista infindável de coisas), comparada com os homens cá de casa.
E esta é a base de todos os problemas que eu tenho com a minha mãe. Enquanto ela acha normal o meu irmão ir jogar à bola, ou o meu pai ir para o café, eu, tenho de ficar a fazer recadinhos. Que me irritam profundamente. Não me chateava absolutamente em nada ir fazê-los, isto se, sentisse que somos todos tratados pelas mesmas regras. Mas, a partir do momento em que sinto estas diferenças tenho que me impôr. E claro, ganhei uma aversão a tudo o que está implicado nesta guerra. Ou não seria uma guerra desde os meus 10-12 anos. Lembro-me bem de com essa idade ter uma lista de tarefas de 10-15 coisas para fazer enquanto a minha mãe estava fora. Ai de mim, se quando ela voltasse algum dos ítens não tivesse sido cumprido ou que não tivesse sido feito da forma exacta à que ela desejava. E nem um obrigado ouvi. Sim, porque, era mais do que a minha obrigação. Mas no entanto, com o meu irmão, se ele fizesse uma das tarefas da lista já era um menino muito lindo porque tinha feito aquilo.
Atenção, eu adoro o meu irmão e não o estou a criticar, e sei que ele não tem culpa nenhuma disto. Afinal, não foi ele que ditou as regras.
Neste momento, sinto uma revolta, como se fosse novamente adolescente. Porque ela ordena-me para fazer determinada coisa, mas só o faz comigo, com os dois outros homens pede se faz favor. Mas tipo, QUE MERDA É ESTA?, estou tão farta, mas tão farta, que sei que só me vou livrar desta diferença diária quando tiver a minha casa. Eu sei que ela não faz de propósito, eu sei que ela não tem a mínima noção da diferença que faz, sei disso porque já lhe disse e ela ficou ofendida comigo. E pior, o argumento preferido e mais usado é: "Tens ciúmes do teu irmão". Mas ciúmes do quê?? Só se for de ele fazer xixi de pé, que eu até curtia, nas casas-de-banho públicas dava-me imenso jeito! A sério, não dá para conversar com uma pessoa assim, que só vê e só ouve o que lhe interessa. Sinto-me ignorada e incompreendida.
Aversão, é o que tenho, uma grandessíssima de uma aversão a oda esta história e a todas as tarefas que a envolve. É que nem tenho já a capacidade de ouvir e calar para não haver qualquer tipo de discussão. Não dá, não aguento, é-me impossível não dizer o que penso. E óbvio, a discussão está traçada. Fico cansada, não gosto, não quero, e não sou capaz de continuar a gerir esta quantidade de emoções e revolta que sinto em relação a estas merdinhas. Tira-me do sério. Eu que não sou de ligar a mesquinhices, isto adoece-me a alma. Até porque ando a trabalhar que nem um animal, a dormir 4h por noite para conseguir fazer tudo, e o pouco tempo que tenho para organizar o meu trabalho, as minhas coisas, a minha vida, para durante a semana não ser tão difícil, tenho de o andar a mendigar e a discutir por causa destas merdas! Mas eu tenho culpa que a vida dos outros corra mal? Não sou saco de pancada. E depois acabo por não conseguir fazer nada com a camada de nervos com que fico.
Sinto que a minha capacidade de engolir sapos diminuiu drasticamente. Ou os sapos aumentaram de tamanho, ou a minha garganta estreitou, ou simplesmentes, esgotei a capacidade que tinha de o fazer.
Como disse anteriormente, há coisas que me revoltam. Mexem nas entranhas do meu ser e dão-me náuseas.
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