Nunca sei o que fazer com uma beringela. Tem aquele aspecto meio estranho, que me faz lembrar os desenhos animados em que as beringelas eram assassinas. Então fico a olhar para uma beringela e a pensar como raio a vou cozinhar, sem que aquilo fique com um sabor rançoso e com ar de mete-nojo.
Durante a minha vida toda, tirando os últimos anos de adulta que sou (às vezes não.., mas isso sao pormenores), e olho para uma beringela como se fosse um bicho estranho. Cá em casa nunca houve o hábito de as comer, e só começaram a entrar beringelas porque eu tenho a mania em que devo comer mais vegetais. Tenho livros de cozinha vegetariana e outros de países diversos em que os vegetais são a base da alimentação, e vou experimentado. Só que a beringela é aquele monstro estranho, longe dos outros vegetais todos, sem ponta por onde se lhe pegue.
Não é tão usual como a alface ou a couve e certamente não é um bom acompanhamento para o peixe cozido como o feijão ou os bróculos. É algo que tenho dificuldade em cozinhar. Experimentei várias vezes, e todas, se excepção, sairam completamente falhadas. E olhem que eu não cozinho nada mal!! Mas habituar-me a esta coisa, com ar agressivo, que mais me parece uma arma de arremesso.. E depois comer aquilo que fica tão espapaçado depois de cozinhada.. Bem que ar de vómito!
Mas hoje posso dizer que cheguei a bom porto, e atingi a meta numa vitória de felicidade. Consegui cozinhar beringela sem que ficasse com ar de papa vomitada e ficou com um sabor aceitável. Óié!

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