Sei, que não vou ser capaz de te perdoar. Sei que o que fizeste foi tão errado, tão negativo, e tão maldoso que não consigo compreender tamanho ódio por mim. Esta dor de cotovelo que tens sem razão, sem provocação, sem fonte de alimento. Sei também que posso esquecer tudo, e sentir o meu coração quente dentro de mim, bantendo com força, sentindo a paixão dos dias que passam pela minha carne. Sentir o vento que me gela na face. Sentir a chuva que me toca e me molha o cabelo. Sentir o frio do meu coração em choque, depois de te ouvir lançar sobre o meu peito as tuas flechas mortais. Elas doem. Elas ferem-me. Pensava que a minha armadura era à prova de ti.
Mas sei também que não vou conseguir nunca, esquecer o que senti quando me magoaste daquela maneira imbecil, infantil e egoísta que só tu sabes fazer. Não sinto ódio de ti, mas de mim, por me ter permitido deixar-te entrar na minha vida, de conhecer as minhas fraquezas. Agora usa-las contra mim, como de um carnívoro necrófago que és, alimentando-te da mágoa que me causas.
Quero apagar toda a memória, todas as lembranças boas e más. Quero matar-te, enterrar-te, fazer o meu luto e libertar-me de ti para sempre.
Não choro, não de dor, não de mágoa, não de saudade. Se chorar, choro da raiva por te ter deixado entrar na minha casa. Mostraste que podia confiar em ti, fora quase 5 anos. Mas naquele dia, entraste sorrateiramente, roubaste o que tenho de valor e atiçaste-lhe fogo. Pelo simples prazer de me ver chorar. Pela simples sensação e vontade de usar o teu poder contra mim. Para sentires que tens importância ao me magoares dessa forma.
Pensava que já estavas morto, mas a sombra do teu fantasma paira pela minha rua e assusta-me quando me atravessas, que me faz um arrepio gelado atravessando-me a espinha.
Representas agora o frio, o negro, o buraco destruidor.
Eras luz. Eras vida. E eras quem me fazia feliz.
Mas sei também que não vou conseguir nunca, esquecer o que senti quando me magoaste daquela maneira imbecil, infantil e egoísta que só tu sabes fazer. Não sinto ódio de ti, mas de mim, por me ter permitido deixar-te entrar na minha vida, de conhecer as minhas fraquezas. Agora usa-las contra mim, como de um carnívoro necrófago que és, alimentando-te da mágoa que me causas.
Quero apagar toda a memória, todas as lembranças boas e más. Quero matar-te, enterrar-te, fazer o meu luto e libertar-me de ti para sempre.
Não choro, não de dor, não de mágoa, não de saudade. Se chorar, choro da raiva por te ter deixado entrar na minha casa. Mostraste que podia confiar em ti, fora quase 5 anos. Mas naquele dia, entraste sorrateiramente, roubaste o que tenho de valor e atiçaste-lhe fogo. Pelo simples prazer de me ver chorar. Pela simples sensação e vontade de usar o teu poder contra mim. Para sentires que tens importância ao me magoares dessa forma.
Pensava que já estavas morto, mas a sombra do teu fantasma paira pela minha rua e assusta-me quando me atravessas, que me faz um arrepio gelado atravessando-me a espinha.
Representas agora o frio, o negro, o buraco destruidor.
Eras luz. Eras vida. E eras quem me fazia feliz.
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