Hoje irritei-me com um amigo. Um dos meus melhores amigos, vejam bem!
Só queria ter desabafado um bocado.. apenas dizer o que me ia na alma. Mas falhei. Outra vez.
Ninguém me entende. Sinto-me sozinha no mundo de novo.
A vida toda ouvi dizerem-me que sou estranha, que sou esquisita, que sou fora do normal, que penso de maneira diferente das outras pessoas todas.
É verdade. É a mais pura das verdades. Aprendi a viver com isso, não me custa agora, mas quando era criança e adolescente foi difícil ouvir. Até porque inicialmente não entendia muito bem o que queriam dizer. E ouvi-o de imensa gente. De amigos, de familiares. De pessoas que viveram e vivem comigo todos os dias, desde que nasci.
É como se todas as outras pessoas soubessem à partida tudo o que precisavam saber, para crescer, para socializar, para viver. Eu sabia também, mas da minha maneira, do meu ponto de vista, único e estranho, como me diziam.
Senti isto até te ter conhecido. Um igual a mim, uma pessoa que pensa da mesma forma que eu, que vê o mundo pelos meus olhos. Contigo não precisava de explicar nada. Pouco precisei de verbalizar ou de mostrar, porque tu percebias tudo. Percebias-me tão bem. "A tua umbilical", como me chamaste.
Estava a falar com ele, com o meu amigo, sobre o quão frustrada me sinto por tudo ter tomado este rumo, porque nada posso fazer, porque não posso controlar o que se passou nem o que sentes, porque tenho de aceitar o teu ponto de vista, porque te entendo perfeitamente, porque o que sentes ou não, me faz todo o sentido. Estava a dizer-lhe que tenho saudades tuas, apenas de falar, de conversar contigo. Apenas isso.
A minha vida está igual ao que era antes de te ter conhecido, a única diferença é que durante algum tempo, houve alguém que me lia à transparencia, como se eu fosse um livro aberto. E era bom. Era uma sensação de estar em casa, quando conversávamos, onde quer que estivessemos.
Ao dizer-lhe apenas isto, acerca da minha frustração, do meu processo de aceitação, da minha não compreensão por terceiros, agora que não te tenho, ouvi uma quantidade de ideias que me irritaram de tal forma que nem consigo explicar.
Dizíamos que a fasquia subiu, e subiu. Agora sem alguém que me entenda como tu, não quero continuar, não com outro qualquer, não quero seguir a minha vida com um homem "normal". A quem tenho de explicar e sentir-me incompreendida.
Sei que alguém irá aparecer, alguém que me vai perceber melhor que o comum mortal. Mas também sei que perceber-me como tu, é impossível. E sei que quando a realidade te atingir, vais sentir o mesmo. Não vais conhecer outra Marta.
O mundo não acabou, não estou deprimida, não estou depressiva, continuo a ter objectivos de vida, metas que quero atingir. Nada disso mudou. Não sou menos agora. Continuo a mesma pessoa, apenas sem o meu tradutor. Talvez com uma percepção diferente da vida. Vivo, sobrevivo e ultrapassarei tudo como sempre fiz, como sempre farei. Cada dia é mais fácil que o anterior, aceito-o melhor e não faço desta situação o meu centro vital. Já passei por situações semelhantes, já acabei relações. E de certeza absoluta, que não estou a dramatizar. Já o fiz antes! Conheço a diferença.
Mas nem era isso que queria falar com ele. Queria só um ponto de vista masculino, mas nada por aí além. Foi um desabafo, só isso, simplesmente um desabafo. Disse que me entendia, mas não, não me estava a entender de todo. A conversa foi mais ou menos assim:
Eu - Sinto-me frustrada com isto tudo. E tenho saudades de conversar com ele, ele entendia-me bem. Apenas isso.
Ele - Deixa lá isso agora, não vale a pena remoer. Parte para outra (outro ;))
Eu - Não me parece.
Ele - É só temporariamente, para não andares com a cabeça nisto, depois se for pra voltar, volta. Até lá, precisas de distracção e como sei que andas a matutar nisso, é que te digo pra te distraires com outras coisas, nem que seja sexo.
Eu - Lol.. eu, sexo com alguém de quem não gosto? Não me parece.
Ele - Então sexo com alguém que gostes menos, por exemplo :p
Eu - Não me faças rir. Não há pessoas de quem eu goste a esse nível..
Ele - Enfim, se isso não te distrai, experimenta outra coisa, mas distrai-te. Não me digas que o mundo do sexo morreu para ti :p
Eu - Não estás a perceber pois não? Não me quero envolver com ninguém neste momento..
Ele - Opá, a sorte é que eu sei que isto te passa, por isso não te vou ligar demasiado. Sim, estava a falar de coisas casuais, e quem diz sexo diz viajar ou whatever.
Eu - Sexo é diferente de viajar lolllll
Ele - Tens que saber que isto do mundo ter acabado só te parece a ti, ele depois volta. E volta depressa. Ele, o teu mundo.
Eu - Lol Não sinto que o meu mundo acabou :| Seja como for, não me quero envolver com ninguém neste momento.
Ele - Havia uma boa correlação entre a duração de uma relação e o tempo que leva a recuperar dela..
Eu - Já conheço essa teoria..
Ele - Era mais ou menos dois meses por cada ano.. então distrai-te com outra coisa, mas moça, não podes ficar nessa muito tempo.
Eu - Tenho isto muito presente, é recente, e tenho saudades de conversar com ele. É apenas isto. E aconteceu há.. 3 dias?
Ele - Sim, isso eu sei. Estou mesmo a falar de outros gajos..
E ele continuou a insistir que eu devia dormir com outras pessoas.. E a minha irritação aumentava.
(...)
Ele - Não podes é julgar, como julgamos todos, que estás num momento especial ou que és um caso diferente!
Eu - Ah, mas eu disse isso por acaso?
Ele - Até passar, eu sugeria fortemente que não dramatizasses, porque piora o sentimento e não resolve nada!
Eu - Dramatizar?? Não dramatizei nada!
(Que nervos! Apenas disse que tenho saudades de conversar com ele!)
Ele - Tu é que sabes desde que não frites...
Eu - Não, não frito. Apenas estou frustrada com a minha vida..
Ele - Sim, bem, eu podia ser bruto mas acho que com o tempo vais ver as coisas de uma forma diferente.
Eu - O seres bruto comigo não me ajuda em nada, apenas me afasta de ti.
Ele - E no entanto, eu sei que te faz bem, a prazo. Sei porque levei tratamento de choque.
Eu - Mas isso não me ajuda em nada.
Ele - Ajuda, sim, mas não o reconheces ainda..
Eu - Não, não ajuda. E o resultado é eu afastar-me das pessoas que me fizerem isso, porque me vão magoar gratuitamente.
(Mas porquê que eu sou bem educada e mantenho a postura quando me apetece mandar alguém para..?)
Ele - Eu provavelmente não estou preparado para te dar tratamento de choque, o que não quero dizer que não ache que faça falta, mas falamos daqui a 3 meses.
Eu - Ainda sou a pessoa que me conheço melhor, e sei bem que isso só me faz pior.
Ele - Vamos ver. Mete um timer na história da frustração e da confusão.
(Estava tão irritada neste momento!)
Eu - Não estou a fazer a minha vida à volta do que estou a sentir, percebe isso..
Ele - Após algum tempo espero que percebas que já chega.
Eu - Não estás mesmo a perceber o que estou a dizer, pois não?
Ele - Estou. Been there :)
Eu - Não, não estás. Se estivesses não estarias a dizer isso..
Ele - Estou sim.
Eu - Não me parece de todo que estejas.
Ele - É normal. Até essa reacção me faz lembrar qualquer coisa... estilo, eu :)
(Grrrr)
Eu - Vamos lá a ver se me faço entender.. eu estou bem. Mas estou frustrada porque não há nada que eu possa fazer, porque me sai fora do controlo. Estou triste sim, pela falta que sinto, porque realmente ele é a unica pessoa que me consegue entender a 100%, o que eu digo, o que eu sinto, o que eu quero dizer. E é essa pessoa que saiu da minha vida. Não quero outras pessoas, não quero sexo com nenhuma alminha, não quero nada disso. Quero só perceber onde é que eu falhei aqui. Não quero que minimizem o q sinto, preciso de o sentir e recuperar por mim própria, não quero tratamentos de choque, não quero paternalismos. Eu só disse que sinto falta de conversar com ele! É só isto.
Mais uma vez, alguém não me entendeu. E só alimentou a minha frustração.
Sabes, neste momento odeio-te. Odeio os teus bloqueios, odeio a tua incapacidade de ultrapassar determinadas situações, e odeio o teu passado. E odeio as tuas decisões.
Estou frustrada.
Só queria ter desabafado um bocado.. apenas dizer o que me ia na alma. Mas falhei. Outra vez.
Ninguém me entende. Sinto-me sozinha no mundo de novo.
A vida toda ouvi dizerem-me que sou estranha, que sou esquisita, que sou fora do normal, que penso de maneira diferente das outras pessoas todas.
É verdade. É a mais pura das verdades. Aprendi a viver com isso, não me custa agora, mas quando era criança e adolescente foi difícil ouvir. Até porque inicialmente não entendia muito bem o que queriam dizer. E ouvi-o de imensa gente. De amigos, de familiares. De pessoas que viveram e vivem comigo todos os dias, desde que nasci.
É como se todas as outras pessoas soubessem à partida tudo o que precisavam saber, para crescer, para socializar, para viver. Eu sabia também, mas da minha maneira, do meu ponto de vista, único e estranho, como me diziam.
Senti isto até te ter conhecido. Um igual a mim, uma pessoa que pensa da mesma forma que eu, que vê o mundo pelos meus olhos. Contigo não precisava de explicar nada. Pouco precisei de verbalizar ou de mostrar, porque tu percebias tudo. Percebias-me tão bem. "A tua umbilical", como me chamaste.
Estava a falar com ele, com o meu amigo, sobre o quão frustrada me sinto por tudo ter tomado este rumo, porque nada posso fazer, porque não posso controlar o que se passou nem o que sentes, porque tenho de aceitar o teu ponto de vista, porque te entendo perfeitamente, porque o que sentes ou não, me faz todo o sentido. Estava a dizer-lhe que tenho saudades tuas, apenas de falar, de conversar contigo. Apenas isso.
A minha vida está igual ao que era antes de te ter conhecido, a única diferença é que durante algum tempo, houve alguém que me lia à transparencia, como se eu fosse um livro aberto. E era bom. Era uma sensação de estar em casa, quando conversávamos, onde quer que estivessemos.
Ao dizer-lhe apenas isto, acerca da minha frustração, do meu processo de aceitação, da minha não compreensão por terceiros, agora que não te tenho, ouvi uma quantidade de ideias que me irritaram de tal forma que nem consigo explicar.
Dizíamos que a fasquia subiu, e subiu. Agora sem alguém que me entenda como tu, não quero continuar, não com outro qualquer, não quero seguir a minha vida com um homem "normal". A quem tenho de explicar e sentir-me incompreendida.
Sei que alguém irá aparecer, alguém que me vai perceber melhor que o comum mortal. Mas também sei que perceber-me como tu, é impossível. E sei que quando a realidade te atingir, vais sentir o mesmo. Não vais conhecer outra Marta.
O mundo não acabou, não estou deprimida, não estou depressiva, continuo a ter objectivos de vida, metas que quero atingir. Nada disso mudou. Não sou menos agora. Continuo a mesma pessoa, apenas sem o meu tradutor. Talvez com uma percepção diferente da vida. Vivo, sobrevivo e ultrapassarei tudo como sempre fiz, como sempre farei. Cada dia é mais fácil que o anterior, aceito-o melhor e não faço desta situação o meu centro vital. Já passei por situações semelhantes, já acabei relações. E de certeza absoluta, que não estou a dramatizar. Já o fiz antes! Conheço a diferença.
Mas nem era isso que queria falar com ele. Queria só um ponto de vista masculino, mas nada por aí além. Foi um desabafo, só isso, simplesmente um desabafo. Disse que me entendia, mas não, não me estava a entender de todo. A conversa foi mais ou menos assim:
Eu - Sinto-me frustrada com isto tudo. E tenho saudades de conversar com ele, ele entendia-me bem. Apenas isso.
Ele - Deixa lá isso agora, não vale a pena remoer. Parte para outra (outro ;))
Eu - Não me parece.
Ele - É só temporariamente, para não andares com a cabeça nisto, depois se for pra voltar, volta. Até lá, precisas de distracção e como sei que andas a matutar nisso, é que te digo pra te distraires com outras coisas, nem que seja sexo.
Eu - Lol.. eu, sexo com alguém de quem não gosto? Não me parece.
Ele - Então sexo com alguém que gostes menos, por exemplo :p
Eu - Não me faças rir. Não há pessoas de quem eu goste a esse nível..
Ele - Enfim, se isso não te distrai, experimenta outra coisa, mas distrai-te. Não me digas que o mundo do sexo morreu para ti :p
Eu - Não estás a perceber pois não? Não me quero envolver com ninguém neste momento..
Ele - Opá, a sorte é que eu sei que isto te passa, por isso não te vou ligar demasiado. Sim, estava a falar de coisas casuais, e quem diz sexo diz viajar ou whatever.
Eu - Sexo é diferente de viajar lolllll
Ele - Tens que saber que isto do mundo ter acabado só te parece a ti, ele depois volta. E volta depressa. Ele, o teu mundo.
Eu - Lol Não sinto que o meu mundo acabou :| Seja como for, não me quero envolver com ninguém neste momento.
Ele - Havia uma boa correlação entre a duração de uma relação e o tempo que leva a recuperar dela..
Eu - Já conheço essa teoria..
Ele - Era mais ou menos dois meses por cada ano.. então distrai-te com outra coisa, mas moça, não podes ficar nessa muito tempo.
Eu - Tenho isto muito presente, é recente, e tenho saudades de conversar com ele. É apenas isto. E aconteceu há.. 3 dias?
Ele - Sim, isso eu sei. Estou mesmo a falar de outros gajos..
E ele continuou a insistir que eu devia dormir com outras pessoas.. E a minha irritação aumentava.
(...)
Ele - Não podes é julgar, como julgamos todos, que estás num momento especial ou que és um caso diferente!
Eu - Ah, mas eu disse isso por acaso?
Ele - Até passar, eu sugeria fortemente que não dramatizasses, porque piora o sentimento e não resolve nada!
Eu - Dramatizar?? Não dramatizei nada!
(Que nervos! Apenas disse que tenho saudades de conversar com ele!)
Ele - Tu é que sabes desde que não frites...
Eu - Não, não frito. Apenas estou frustrada com a minha vida..
Ele - Sim, bem, eu podia ser bruto mas acho que com o tempo vais ver as coisas de uma forma diferente.
Eu - O seres bruto comigo não me ajuda em nada, apenas me afasta de ti.
Ele - E no entanto, eu sei que te faz bem, a prazo. Sei porque levei tratamento de choque.
Eu - Mas isso não me ajuda em nada.
Ele - Ajuda, sim, mas não o reconheces ainda..
Eu - Não, não ajuda. E o resultado é eu afastar-me das pessoas que me fizerem isso, porque me vão magoar gratuitamente.
(Mas porquê que eu sou bem educada e mantenho a postura quando me apetece mandar alguém para..?)
Ele - Eu provavelmente não estou preparado para te dar tratamento de choque, o que não quero dizer que não ache que faça falta, mas falamos daqui a 3 meses.
Eu - Ainda sou a pessoa que me conheço melhor, e sei bem que isso só me faz pior.
Ele - Vamos ver. Mete um timer na história da frustração e da confusão.
(Estava tão irritada neste momento!)
Eu - Não estou a fazer a minha vida à volta do que estou a sentir, percebe isso..
Ele - Após algum tempo espero que percebas que já chega.
Eu - Não estás mesmo a perceber o que estou a dizer, pois não?
Ele - Estou. Been there :)
Eu - Não, não estás. Se estivesses não estarias a dizer isso..
Ele - Estou sim.
Eu - Não me parece de todo que estejas.
Ele - É normal. Até essa reacção me faz lembrar qualquer coisa... estilo, eu :)
(Grrrr)
Eu - Vamos lá a ver se me faço entender.. eu estou bem. Mas estou frustrada porque não há nada que eu possa fazer, porque me sai fora do controlo. Estou triste sim, pela falta que sinto, porque realmente ele é a unica pessoa que me consegue entender a 100%, o que eu digo, o que eu sinto, o que eu quero dizer. E é essa pessoa que saiu da minha vida. Não quero outras pessoas, não quero sexo com nenhuma alminha, não quero nada disso. Quero só perceber onde é que eu falhei aqui. Não quero que minimizem o q sinto, preciso de o sentir e recuperar por mim própria, não quero tratamentos de choque, não quero paternalismos. Eu só disse que sinto falta de conversar com ele! É só isto.
Mais uma vez, alguém não me entendeu. E só alimentou a minha frustração.
Sabes, neste momento odeio-te. Odeio os teus bloqueios, odeio a tua incapacidade de ultrapassar determinadas situações, e odeio o teu passado. E odeio as tuas decisões.
Estou frustrada.
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