É tão difícil adormecer, fico horas a fazer resumos mentais do meu dia, do que quero fazer, da minha vida, das situações que tenho de resolver, dos impasses em que estou metida, do que sinto, do que não sinto, do que quero, do que não quero.. olho para o telemóvel, como se alguma coisa tivesse mudado, como se pudesse receber uma mensagem e não a ouvir, submersa nos pensamentos da minha cabeça. E finalmente adormeço.
Depois acordo. Custa-me tanto acordar e levantar-me. Abro os olhos e penso que é um novo dia. Será que está sol ou a chover? Penso em todas as coisas que tenho para fazer, penso nas aulas que vou dar, penso em como vou lidar com a criança X ou Y, penso em como irei pô-los a fazer aquelas tarefas de aula. Quando acordo dói-me o corpo de ter estado na cama, e parece que tenho uma dor no peito, não sei bem o porquê dela existir, mas passa sempre. Bem, eu sei porque ela existe e sei que dor é. É a dor de mais um dia na realidade actual, mais um dia que passa em que sei que ele não vai pensar em mim, não vai ter saudades minhas, não me vai dizer nada, e vamos continuar afastados ad eterno. É uma dor de frustração misturada com a tristeza e a sensação de inutilidade por não poder mudar este desfecho.
Olho para o telemóvel.. e nada, tudo igual. Não há mensagens, não há chamadas. Claro que não há, como é que eu ainda o espero? Sou ridícula. Respiro fundo, vamos embora. Tem que ser, o mundo não parou e eu muito menos.
Depois acordo. Custa-me tanto acordar e levantar-me. Abro os olhos e penso que é um novo dia. Será que está sol ou a chover? Penso em todas as coisas que tenho para fazer, penso nas aulas que vou dar, penso em como vou lidar com a criança X ou Y, penso em como irei pô-los a fazer aquelas tarefas de aula. Quando acordo dói-me o corpo de ter estado na cama, e parece que tenho uma dor no peito, não sei bem o porquê dela existir, mas passa sempre. Bem, eu sei porque ela existe e sei que dor é. É a dor de mais um dia na realidade actual, mais um dia que passa em que sei que ele não vai pensar em mim, não vai ter saudades minhas, não me vai dizer nada, e vamos continuar afastados ad eterno. É uma dor de frustração misturada com a tristeza e a sensação de inutilidade por não poder mudar este desfecho.
Olho para o telemóvel.. e nada, tudo igual. Não há mensagens, não há chamadas. Claro que não há, como é que eu ainda o espero? Sou ridícula. Respiro fundo, vamos embora. Tem que ser, o mundo não parou e eu muito menos.
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