quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Preto e branco

Já não acredito, e perdi a fé. Em ti, em nós e no que aconteceu e no que existiu.

A Raquel escreveu sobre almas gémeas. Passo a citar:"Com o passar do tempo cada vez mais acredito que os seres humanos se modificam e, consequentemente se adaptam, a serem aquilo que os outros querem que sejam num momento específico da sua vida (...)"

Em baixo a minha resposta no blog dela.

"Sabes bem, pois tens acompanhado a minha luta para manter a cabeça à tona de água e não me afogar na minha tristeza diária. Sabes como como têm sido os meus dias, devido a uma alma gémea que não mais acredito que exista. Foram 2 meses diferentes de toda a minha vida, e é duro sentirmo-nos enganados, sentir que alguem malicioso, maquiavélico, contorcionista, conseguiu entrar pelos poros das muralhas erguidas, que construimos ao longo da vida para não sofrermos. Mas são justamente essas pessoas que nos fazem sofrer mais. Mesmo que seja por uma ausência. Mais ainda por nos fazerem desacreditar na inocência e na beleza de que um dia foi um sentimento nunca antes experimentado. Inacreditável por momentos.

Para quê? Para quê acreditar em fumos que se dissipam? Para quê acreditar numa alma que de gémea não tinha nada? Era tudo falso, era uma máscara. Foi tudo uma mentira. Foi tudo um engano. Fui eu que quis ver e quis acreditar em fantasmas.

Vai passar.

Voltará a ser erguida a barreira protectora, e voltará a ser atacada por gente que muito sabe. Mas irão falhar. Porque agora já passámos pela experiência primordial, a experiência de que a alma gémea não existe."


Subitamente sinto-me a viver em preto e branco.

Sem comentários: